sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
AO MERCADO POPULAR DE BOTAFOGO
AO MERCADO POPULAR DE BOTAFOGO E ADJACÊNCIA
Eu quero dizer para nossos companheiros do mercado popular de botafogo e adjacência,
Que devemos ter um pouco mais de companheirismo, uns com os outros, não podemos ficar pensando somente em si próprio, porque se não, não chegaremos á lugar nenhum.
Da forma que estão trabalhando até parece que estão em terrenos próprios, e não é isso, e mais uma vez venho a dizer que estamos em terrenos públicos que pertence a prefeitura, e temos que estar unidos, para qualquer coisa.
Então caros amigos do mercado popular de Botafogo, esta é uma grande chance de todos se unirem, e lutarem pelo espaço que precisamos para trabalhar, mesmo que seja as calçadas, assim como diz a lei que nos da direito.
Para que o nosso mercado venha a crescer só depende de nós mesmo, e mais ninguém, então é hora de todos ficar juntos pela mesma luta, o direito de trabalhar.
O ambulante que se presa, ele se orgulha do que faz, pois é o que ele sabe fazer,então lute , não vá pelas as más cabeças que lhe rodeia, porque a vitória do mal é a sua derrota, e tenho certeza que se estiver todos no mesmo pensamento, a vitória será certa.
Esses são os sinceros pensamentos da AVA BOTAFOGO futuro mercado popular assim dito.
João bosco.
Eu quero dizer para nossos companheiros do mercado popular de botafogo e adjacência,
Que devemos ter um pouco mais de companheirismo, uns com os outros, não podemos ficar pensando somente em si próprio, porque se não, não chegaremos á lugar nenhum.
Da forma que estão trabalhando até parece que estão em terrenos próprios, e não é isso, e mais uma vez venho a dizer que estamos em terrenos públicos que pertence a prefeitura, e temos que estar unidos, para qualquer coisa.
Então caros amigos do mercado popular de Botafogo, esta é uma grande chance de todos se unirem, e lutarem pelo espaço que precisamos para trabalhar, mesmo que seja as calçadas, assim como diz a lei que nos da direito.
Para que o nosso mercado venha a crescer só depende de nós mesmo, e mais ninguém, então é hora de todos ficar juntos pela mesma luta, o direito de trabalhar.
O ambulante que se presa, ele se orgulha do que faz, pois é o que ele sabe fazer,então lute , não vá pelas as más cabeças que lhe rodeia, porque a vitória do mal é a sua derrota, e tenho certeza que se estiver todos no mesmo pensamento, a vitória será certa.
Esses são os sinceros pensamentos da AVA BOTAFOGO futuro mercado popular assim dito.
João bosco.
domingo, 7 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
ATA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO DIA 28/5/09
Ata da reunião extraordinária da AVA BOTAFOGO – R.C.PJ nº 233950 em 6/03/2009 e PROTOCOLO 2009/0123125858181
No dia 28 de maio de 2009 no Clube ASA situado na Rua São Clemente 155 , com a presença de 45 associados, Às 19:00 teve início e o presidente leu a pauta da reunião :
1- Comissão dos Vereadores
2- Audiência Pública
3- A não participação da 1ª Secretaria na Ava Botafogo
4- A Legalização da Luz, para todos
5- Cadastramentos
6- O Movimento dos Camelôs no dia 20.
A seguir o presidente deu o informe sobre as atividades em que tem participado como representante da associação junto aos vereadores , informando que uma comissão foi formada por cinco parlamentares – Reimont, Girão, Aspásia Camargo , Clarissa Garotinho e Leonel Brizola Neto....., que isso tem acontecido a semanas com o objetivo de regulamentar a Lei 1876 que é o principal instrumento que regula o comércio ambulante . A seguir informou sobre a Audiência Publica que vai acontecer no dia 4/06/2009 na Câmara dos Vereadores para atualização da Lei 1876. Foi salientada a importância desse evento e para isso está estudando a possibilidade de fazer camisetas para que nós da AVA BOTAFOGO possamos nos identificar perante os outros ambulantes .
A seguir o presidente fez um histórico das ações da companheira Luiza Maranhão , 1ª secretária da associação, pedindo para que fosse decidido o seu desligamento da Ava Botafogo tendo em vista a mesma ter criado uma outra associação de mulheres do bairro,que não trabalhava pela causa da AVA, alem, não ser ambulante, apesar de ter pedido diversas vezes para que o presidente lhe arrumasse um quiosque . Pediu que as pessoas presentes se pronunciassem .
Após a explanação do presidente , Luiza Maranhão tomou a palavra onde após se anunciar como pessoa e fundadora da associação acusou o presidente e a 2ª secretária de discriminá-la em todas as ocasiões em que a AVA esteve presente . Fez outras acusações ao presidente a respeito do dinheiro arrecadado pelos associados onde disse que o mesmo, não era para ser cobrado dos associados. E que deveria ser devolvido aos mesmos, Falou também sobre a luz , que o presidente cobrava valores altos de cada quiosques. Depois de muito tempo de fala e de acusações terminou com a frase que ela quando vê alguma ovelha desgarrada vai atrás .
Passamos depois às inscrições para que todos se pronunciassem , foram inscritos a 2ª secretária,Elisabeth , jisael Mendonça dos Santos e Meri.
Elisabeth leu o que segue abaixo:
A operação “ CHOQUE DE ORDEM “
e a fundação da ASSOCIAÇÃO DOS VENDEDORES AMBULANTES DE BOTAFOGO E AJACÊNCIAS - “AVA BOTAFOGO” .
A política adotada pelo novo prefeito Eduardo Paes começou em 5 de janeiro com o “choque de ordem “.
Esses ataques , que mobilizaram 1500 agentes municipais , mais de 10 instituições /40 veículos / carros / caminhões /reboques /ônibus , etc.. , visaram atingir os trabalhadores pobres , principalmente os ambulantes.
Esta operação contou também com o apoio do governo estadual e foi dividida em vários bairros , roubando e destruindo toneladas de mercadorias dos vê ambulantes , sem que aja devolução das mesmas , que é por direito e Lei.
Porque o poder público gasta tanto dinheiro e mobiliza a força policial para combater o trabalhador enquanto o tráfico rouba , mata e vende drogas livremente , e a milícia aterroriza matando e extorquindo a população ?
Eduardo Paes começou o ano de 2009 mostrando suas garras e qual será a política adotada pelo governo com relação ao povo .
O secretário de Ordem Pública , que tem sido fotografado em plena desordem , diz: “ ..... essas medidas tem o caráter de devolver aos cidadãos os espaços públicos ocupados ilegalmente tanto por mendigos , ambulantes , quanto moradores de rua .”
Sobre a questão do espaço público cabe explicar o que acontece com o caso dos mais ou menos 185 quiosques que se encontram distribuídos nas ruas Nelson Mandela e adjacências .
Quando começou o “ choque de ordem “ , ameaçando todos os ambulantes ,nós que trabalhamos nos quiosques de Botafogo fomos pegos de surpresa .
A solução , segundo D. Luiza Maranhão , foi criar uma Associação, Ava Botafogo, que ela se inscreveu para ser 1ª Secretaria. Assim como também manter os ambulantes de Botafogo organizados diante da Lei que rege a categoria .
Todos que compareceram no dia da formação provisória da diretoria concordaram que seria uma ação eficaz.
As ações começaram a ser feitas conforme o relato abaixo:
1- A diretoria provisória seria composta de pessoas que possuíam um quiosque , com exceção da D. Luiza Maranhão , conforme está na ATA de fundação .
2- A lei 1876 , que regula o comércio ambulante foi divulgada para que todos tivessem conhecimento dos seus direitos e deveres .
3- Foram procuradas várias autoridades , feitas reuniões internas , documentos foram pesquisados , levantamento das pessoas que trabalham e suas atividades comerciais , foi procurada a Associação de Moradores de Botafogo ( que possui uma idéia deturpada dos ambulantes e se negou a dar apoio ) ,assim como muitas outras ações que decorreram nos meses de janeiro até hoje .
..............................................................................................................................................Havendo um certo tumulto e não podendo continuar, Elisabeth pediu a senhora Mariza da recém fundada Associação de Laranjeiras, cuja dona Luisa Maranhão se elegeu 1ª Secretária ( não pertencente a AVA BOTAFOGO ) que contasse o que tinha acontecido no domingo 29 de março quando a mesma ligou para Elisabeth pedindo que a mesma tirasse fotografias dos locais a ser implantados os ambulantes de Laranjeiras . Falando muito , apesar da hora , invocando Deus e Jesus , parecendo estar em total sintonia com a sra Luiza acusou Elisabeth de muitos atos negativos deturpando o que havia acontecido , que foi simplesmente ter ido tirar fotografia para ajudar a mesma . A sra Mariza no telefonema que deu no domingo pedindo para tirar as fotos falou também que tinha sido agredida verbalmente pela senhora Luiza e achava que Elisabeth tinha sido enviada por Deus para ajudá-la . Atônita sem saber o que falar Elisabeth ,pois o discurso na reunião era outro e as calúnias se processavam de uma forma incessante e a sra Luiza em coro com a mesma concordava com tudo , parecendo que Elisabeth queria manipular os ambulantes de Laranjeiras . Ora o que a mesma tem feito é trabalhar como arquiteta para a solução dos remanejamento dos quiosques e outras coisas mais , que é e proprietária de um quiosque em Botafogo não tem a menor intenção política , nem vai se candidatar a nada nunca . O que parece ser a intenção da senhora Luiza Maranhão .Depois desse tumulto a reunião degringolou e todas as pessoas que pareciam concordam com a sra Luiza e Mariza saíram , deixando algumas pessoas decepcionadas pois havia muito mais assuntos de importância para serem tratados .Abaixo relatamos o resto do texto que a senhora Elisabeth tinha a intenção de ler e não conseguiu.
..........................................................................................................................................
Em fevereiro recebemos uma notificação da prefeitura ,para que retirássemos os
15 quiosques que se encontravam encostados na parede ao lado da Drogaria Pacheco para que a rua, em construção há dez anos , fosse retomada .
Apavorados os ambulantes dos quiosques tiveram que contratar uma advogada para que fizesse a defesa e abrisse as portas para negociação com as autoridades, o que foi feito com sucesso .
Porque a D. Luiza Maranhão que está como 1ª secretária da AVA BOTAFOGO e também é presidente da Câmara Comunitária de Botafogo, sendo advogada , não nos ajudou na época ?
Porque criou outra Associação a AMA –b e deixou a AVA BOTAFOGO de lado?
Porque a inversão ,como se fosse discriminada pela associação se foi ela que procurou o presidente , João Bosco dizendo que queria sair da Associação ?
Porque logo após dizer que faria uma carta pedindo para sair da AVA BOTAFOGO , já com ASSOCIAÇÃO DE MULHERES recém criada ,voltou atrás dizendo que não queria sair mais ?
Porque tanta confusão ,se em nenhum momento houve interesse em ajudar e cumprir as funções de 1ª secretária, deixando para o presidente os encargos maiores ?
Porque todas as ações feitas por d. Luiza Maranhão , foram no sentido de promover a Ama-b ( associação de mulheres e amigas da zona sul) e não a AVA BOTAFOGO ( associação dos vendedores ambulantes de botafogo e adjacências ) indo na Câmara falando com os vereadores e distribuindo informativos com uma série de questões desfocando a questão maior que é a dos camelôs ?
Nós da Associação de ambulantes gostaríamos de saber ?
..........................................................................................................................................
E assim a reunião deste dia ficou sem que os importantes assuntos da pauta fossem discutidos pelos associados.
Elisabeth Coelho
Relatora da mesa e 2ª secretária
João Bosco Alves Rodrigues
Presidente da mesa e da AVA BOTAFOGO
Rio de janeiro 28 de maio de 2009
No dia 28 de maio de 2009 no Clube ASA situado na Rua São Clemente 155 , com a presença de 45 associados, Às 19:00 teve início e o presidente leu a pauta da reunião :
1- Comissão dos Vereadores
2- Audiência Pública
3- A não participação da 1ª Secretaria na Ava Botafogo
4- A Legalização da Luz, para todos
5- Cadastramentos
6- O Movimento dos Camelôs no dia 20.
A seguir o presidente deu o informe sobre as atividades em que tem participado como representante da associação junto aos vereadores , informando que uma comissão foi formada por cinco parlamentares – Reimont, Girão, Aspásia Camargo , Clarissa Garotinho e Leonel Brizola Neto....., que isso tem acontecido a semanas com o objetivo de regulamentar a Lei 1876 que é o principal instrumento que regula o comércio ambulante . A seguir informou sobre a Audiência Publica que vai acontecer no dia 4/06/2009 na Câmara dos Vereadores para atualização da Lei 1876. Foi salientada a importância desse evento e para isso está estudando a possibilidade de fazer camisetas para que nós da AVA BOTAFOGO possamos nos identificar perante os outros ambulantes .
A seguir o presidente fez um histórico das ações da companheira Luiza Maranhão , 1ª secretária da associação, pedindo para que fosse decidido o seu desligamento da Ava Botafogo tendo em vista a mesma ter criado uma outra associação de mulheres do bairro,que não trabalhava pela causa da AVA, alem, não ser ambulante, apesar de ter pedido diversas vezes para que o presidente lhe arrumasse um quiosque . Pediu que as pessoas presentes se pronunciassem .
Após a explanação do presidente , Luiza Maranhão tomou a palavra onde após se anunciar como pessoa e fundadora da associação acusou o presidente e a 2ª secretária de discriminá-la em todas as ocasiões em que a AVA esteve presente . Fez outras acusações ao presidente a respeito do dinheiro arrecadado pelos associados onde disse que o mesmo, não era para ser cobrado dos associados. E que deveria ser devolvido aos mesmos, Falou também sobre a luz , que o presidente cobrava valores altos de cada quiosques. Depois de muito tempo de fala e de acusações terminou com a frase que ela quando vê alguma ovelha desgarrada vai atrás .
Passamos depois às inscrições para que todos se pronunciassem , foram inscritos a 2ª secretária,Elisabeth , jisael Mendonça dos Santos e Meri.
Elisabeth leu o que segue abaixo:
A operação “ CHOQUE DE ORDEM “
e a fundação da ASSOCIAÇÃO DOS VENDEDORES AMBULANTES DE BOTAFOGO E AJACÊNCIAS - “AVA BOTAFOGO” .
A política adotada pelo novo prefeito Eduardo Paes começou em 5 de janeiro com o “choque de ordem “.
Esses ataques , que mobilizaram 1500 agentes municipais , mais de 10 instituições /40 veículos / carros / caminhões /reboques /ônibus , etc.. , visaram atingir os trabalhadores pobres , principalmente os ambulantes.
Esta operação contou também com o apoio do governo estadual e foi dividida em vários bairros , roubando e destruindo toneladas de mercadorias dos vê ambulantes , sem que aja devolução das mesmas , que é por direito e Lei.
Porque o poder público gasta tanto dinheiro e mobiliza a força policial para combater o trabalhador enquanto o tráfico rouba , mata e vende drogas livremente , e a milícia aterroriza matando e extorquindo a população ?
Eduardo Paes começou o ano de 2009 mostrando suas garras e qual será a política adotada pelo governo com relação ao povo .
O secretário de Ordem Pública , que tem sido fotografado em plena desordem , diz: “ ..... essas medidas tem o caráter de devolver aos cidadãos os espaços públicos ocupados ilegalmente tanto por mendigos , ambulantes , quanto moradores de rua .”
Sobre a questão do espaço público cabe explicar o que acontece com o caso dos mais ou menos 185 quiosques que se encontram distribuídos nas ruas Nelson Mandela e adjacências .
Quando começou o “ choque de ordem “ , ameaçando todos os ambulantes ,nós que trabalhamos nos quiosques de Botafogo fomos pegos de surpresa .
A solução , segundo D. Luiza Maranhão , foi criar uma Associação, Ava Botafogo, que ela se inscreveu para ser 1ª Secretaria. Assim como também manter os ambulantes de Botafogo organizados diante da Lei que rege a categoria .
Todos que compareceram no dia da formação provisória da diretoria concordaram que seria uma ação eficaz.
As ações começaram a ser feitas conforme o relato abaixo:
1- A diretoria provisória seria composta de pessoas que possuíam um quiosque , com exceção da D. Luiza Maranhão , conforme está na ATA de fundação .
2- A lei 1876 , que regula o comércio ambulante foi divulgada para que todos tivessem conhecimento dos seus direitos e deveres .
3- Foram procuradas várias autoridades , feitas reuniões internas , documentos foram pesquisados , levantamento das pessoas que trabalham e suas atividades comerciais , foi procurada a Associação de Moradores de Botafogo ( que possui uma idéia deturpada dos ambulantes e se negou a dar apoio ) ,assim como muitas outras ações que decorreram nos meses de janeiro até hoje .
..............................................................................................................................................Havendo um certo tumulto e não podendo continuar, Elisabeth pediu a senhora Mariza da recém fundada Associação de Laranjeiras, cuja dona Luisa Maranhão se elegeu 1ª Secretária ( não pertencente a AVA BOTAFOGO ) que contasse o que tinha acontecido no domingo 29 de março quando a mesma ligou para Elisabeth pedindo que a mesma tirasse fotografias dos locais a ser implantados os ambulantes de Laranjeiras . Falando muito , apesar da hora , invocando Deus e Jesus , parecendo estar em total sintonia com a sra Luiza acusou Elisabeth de muitos atos negativos deturpando o que havia acontecido , que foi simplesmente ter ido tirar fotografia para ajudar a mesma . A sra Mariza no telefonema que deu no domingo pedindo para tirar as fotos falou também que tinha sido agredida verbalmente pela senhora Luiza e achava que Elisabeth tinha sido enviada por Deus para ajudá-la . Atônita sem saber o que falar Elisabeth ,pois o discurso na reunião era outro e as calúnias se processavam de uma forma incessante e a sra Luiza em coro com a mesma concordava com tudo , parecendo que Elisabeth queria manipular os ambulantes de Laranjeiras . Ora o que a mesma tem feito é trabalhar como arquiteta para a solução dos remanejamento dos quiosques e outras coisas mais , que é e proprietária de um quiosque em Botafogo não tem a menor intenção política , nem vai se candidatar a nada nunca . O que parece ser a intenção da senhora Luiza Maranhão .Depois desse tumulto a reunião degringolou e todas as pessoas que pareciam concordam com a sra Luiza e Mariza saíram , deixando algumas pessoas decepcionadas pois havia muito mais assuntos de importância para serem tratados .Abaixo relatamos o resto do texto que a senhora Elisabeth tinha a intenção de ler e não conseguiu.
..........................................................................................................................................
Em fevereiro recebemos uma notificação da prefeitura ,para que retirássemos os
15 quiosques que se encontravam encostados na parede ao lado da Drogaria Pacheco para que a rua, em construção há dez anos , fosse retomada .
Apavorados os ambulantes dos quiosques tiveram que contratar uma advogada para que fizesse a defesa e abrisse as portas para negociação com as autoridades, o que foi feito com sucesso .
Porque a D. Luiza Maranhão que está como 1ª secretária da AVA BOTAFOGO e também é presidente da Câmara Comunitária de Botafogo, sendo advogada , não nos ajudou na época ?
Porque criou outra Associação a AMA –b e deixou a AVA BOTAFOGO de lado?
Porque a inversão ,como se fosse discriminada pela associação se foi ela que procurou o presidente , João Bosco dizendo que queria sair da Associação ?
Porque logo após dizer que faria uma carta pedindo para sair da AVA BOTAFOGO , já com ASSOCIAÇÃO DE MULHERES recém criada ,voltou atrás dizendo que não queria sair mais ?
Porque tanta confusão ,se em nenhum momento houve interesse em ajudar e cumprir as funções de 1ª secretária, deixando para o presidente os encargos maiores ?
Porque todas as ações feitas por d. Luiza Maranhão , foram no sentido de promover a Ama-b ( associação de mulheres e amigas da zona sul) e não a AVA BOTAFOGO ( associação dos vendedores ambulantes de botafogo e adjacências ) indo na Câmara falando com os vereadores e distribuindo informativos com uma série de questões desfocando a questão maior que é a dos camelôs ?
Nós da Associação de ambulantes gostaríamos de saber ?
..........................................................................................................................................
E assim a reunião deste dia ficou sem que os importantes assuntos da pauta fossem discutidos pelos associados.
Elisabeth Coelho
Relatora da mesa e 2ª secretária
João Bosco Alves Rodrigues
Presidente da mesa e da AVA BOTAFOGO
Rio de janeiro 28 de maio de 2009
BAIRRO VITIMA DA COBIÇA IMOBILIARIA
BOTAFOGO –
Bairro vítima da cobiça imobiliária .
Espaço esquecido das práticas sociais....
Na abordagem desse tema vamos tentar analisar duas questões de vital importância para a sobrevivência do bairro enquanto “ qualidade de vida “ , tendo em vista o ultimo projeto de lei do prefeito, a ser votado no segundo semestre , tornando edificáveis a maior parte dos dezessete terrenos de Botafogo, isto é, deixando para as construtoras ,o que ainda resta de espaço disponível do bairro .
A situação do esgoto sanitário, geralmente unido ao escoamento das águas pluviais, vivenciado pelos moradores quando chove ,e que tem sido ignorada pelo poder público, ficará , com a venda desses 17 terrenos , que deveriam ser aproveitados para a convivência social através de parques , bibliotecas, centros comunitários, traumática.
Em vez do PLC-1 /2009, a Reforma Urbana deveria ser implantada , acabando de uma vez por todas com a especulação imobiliária e que esses TERRENOS sejam disponibilizados para funções sociais, que é um dos princípios colocados pela Constituição Brasileira
A necessidade de um espaço social ,não apenas como espaço físico, mas como um espaço utilizado pelos atores sociais , deveria ser implantado ,como resultado da existência simultânea de várias atividades e de vários grupos , com posições diferenciadas e com diferentes capacidades de ação sobre a vida social .
A questão relacionada com os objetivos deveria ser analisada pelos moradores do bairro ,através da AMAB, tentando focar as diversas formas da coexistência com
populações específicas e ideològicamente heterogêneas , onde convivem trabalhadores formais (assalariados), informais (ambulantes) , profissionais liberais,prestadores de serviço, comerciantes , classe média baixa ou alta , etc.... onde a diferença de classe social promove uma perspectiva diferente dos problemas do bairro.
Vamos utilizar o conceito de “ bairro urbano “ no sentido de unidade de ordenamento territorial, com idênticas e contínuas estruturas morfológicas, residenciais , funcionais e de práticas sócio-culturais.
A questão do espaço urbano é complexa e deverá ser abordada sob o foco de várias perspectivas , e deveria ser tema de discussões constantes com todos os moradores do bairro, através de seminários .
Democraticamente é importante fazer debates sobre as implicações de um empreendimento imobiliário, porque interfere no bairro todo, assim com procurar através da AMAB , discutir com a população organizada onde seriam feitos os investimentos do orçamento municipal ( ORÇAMENTO PARTICIPATIVO )
Não podemos esquecer o ESTATUTO DA CIDADE , que aconteceu em 2001onde se encontra o PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO , que é um instrumento de planejamento , feito a partir de um diagnóstico dos problemas vivenciados , por exemplo demarcar as áreas vazias que poderiam estar destinadas ao interesse social.
A partir do diagnóstico seria verificado onde faltam equipamentos públicos , onde se precisa fazer escolas , áreas de lazer ou espaços culturais .
No plano também poderiam ser identificadas as atividades econômicas e pensar como incentivar o crescimento e o associativismo popular para a geração de trabalho e renda ( assentamento dos ambulantes ) , como economia informal.
A idéia é permitir que as pessoas possam falar dos problemas que vivenciam, dos conflitos , e elaborar propostas para que o bairro se organize melhor , tendo um crescimento equilibrado e sustentável .
Pensar em um bairro melhor para todo o mundo .
Um dos instrumentos seria também a criação de conselhos de bairro onde o conjunto de moradores com seus diversos interesses possam sentar juntos e dar continuidade ao pensamento sobre a “AMAB que queremos” , por exemplo....
Falar das formas de coexistência dos habitantes do bairro e de suas práticas sociais nos leva a atribuir a cada função um espaço específico , distinto dos outros na sua implantação e na sua arquitetura , animado por um projeto de igualdade social de zonas residenciais de população heterogênea através da proximidade espacial quotidiana.
Nesse espaço social do bairro criou-se um modo de vida muito próprio, com características sociais e culturais específicas ,devidas à coexistência do espaço funcional, da relação residencial, da atividade econômica e da criatividade lúdica.
A estrutura espacial destas assim chamadas “ colmeias “ caracteriza-se por uma elevada compacidade geral em função da ampla preponderância dos espaços construídos sobre os espaços de circulação e os espaços verdes .
O bairro necessita urgentemente de espaços de convivialidade e centralidade .
Além das ruas e dos espaços públicos ,que são lugares privilegiados onde a ambiência e o encontro no fervilhar da vida quotidiana são pelo menos tão importantes como a função utilitária , precisamos também de um” Centro Comunitário” , lugar onde diversas atividades seriam implantadas segundo a necessidade da maioria ,coordenados pela AMAB onde também funcionaria a sua “sede”.
Como as questões do bairro precisam ser discutidas , e muito mais moradores devem ser mobilizados ,precisamos chamar técnicos de cada assunto para que possa elucidar sobre as questões abaixo :
- Infra estrutura do bairro ameaçada pela construção sem planejamento
( energia / água / esgoto )
- Solo urbano – balanço: espaço construído/ livre
- densidades ( custos de urbanização )
- atividades ( valorização x desvalorização )
- serviços ( transporte , segurança , telefonia )
- equipamentos ( abastecimento , educação , saúde )
- renda / consumo ( status , paisagem, padrão )
A maior parte de projetos de urbanistas defendem a heterogeneidade ,vendo nisso o meio privilegiado para a realização de três objetivos principais:
1-enriquecer a vida de cada um com a variedade de contatos
2- promover o ideal da tolerância e da compreensão e a melhoria do
conhecimento recíproco .
3- propor aos mais desfavorecidos modos de vida alternativos , ajudando-os na
sua ascensão social.
Hoje , felizmente , vivemos num contexto cultural que dificilmente tolera as desigualdades , ao contrário das situações anteriores em que as diferenças de “status “, de rendimentos, de nível de vida eram, geralmente, reconhecidas como” legítimas “.
A vida está difícil para todos .
No entanto a violência , que é uma questão polêmica , que vivemos intensamente no nosso dia a dia decorre do modelo competitivo , tornando as diferenças insuportáveis , lidas em forma de injustiça .
Acredito na mudança de mentalidade da classe mais favorecida do bairro para que em vez de atiçar conflitos e desconhecer que existem moradores de rua, favelados , crianças ligadas ao tráfego , camelôs ,etc...., busquem um comportamento do
” bom vizinho” que é aquele com quem partilha certas atividades mais ou menos regulares de cultura e lazer , assim como também uma mesma concepção da qualidade do ambiente , da educação das crianças , de um mesmo sentido da limpeza e da sujidade da beleza e da fealdade reduzindo as ocasiões de conflito , minimizando as exigências de regulamentos explícitos.
Insistimos no fato de que todas as populações e todas as atividades ,mesmo as que podem ser consideradas como marginais , devem ter o seu lugar reconhecido no bairro .
Porque a AMAB, através de discussões com os moradores do bairro , não luta para que todos os 17 terrenos contidos no PLC-1 /2009 sejam tornados
“ área destinada a implantação de equipamentos públicos comunitários ou urbanos “ , evitando assim que estas áreas sejam vendidas para as construtoras , que é o desejo do Poder Público , conforme a imprensa anunciou ?
A AMAB defende ,desde 17 /03/09 onde foi aprovado, com poucos moradores que compareceram à reunião ordinária , o que segue abaixo :
TERRENOS EDIFICÁVEIS – total 9
terrenos – Rua Fernandes Guimarães n 100/102
Rua Álvaro Ramos 146
101 - Rua Nelson Mandela ( lado impar )entre a Álvaro Rodrigues e
Gen Polidoro – terreno hoje ocupado pela Construtora Odebrecht
tendo o PA 11839 para a construção de uma rua de 19 metros
102 - Rua Nelson Mandela ( lado par ) idem .
104 A- Rua Nelson Mandela entre a Rua São Clemente e Voluntários,
terreno comprado p/ CHL onde está prevista a construção de
imóveis . Respeitar o disposto no caput do art.3
106 - Rua São Clemente esquina com a Muniz Barreto ( lado par )
108 - Rua Muniz Barreto ( lado impar ) esquina Marques de Olinda(impar)
110 - Rua Muniz Barreto ( lado par ) esquina da Marques de Olinda ( par )
112 - Rua Barão de Itambi, esquina Clarisse Índio da Costa
Os outros oito terrenos “ graças a DEUS ‘’ não podem ser vendidos por terem a classificação de “ áreas destinadas a projetos paisagísticos e implantação de equipamento urbano de uso coletivo “ ou”.......públicos comunitários ou urbanos “
Elisabeth Coelho
Moradora de Botafogo
Arquiteta
E mail – bethcol@uol.com.br
BAIRRO VITIMA
Bairro vítima da cobiça imobiliária .
Espaço esquecido das práticas sociais....
Na abordagem desse tema vamos tentar analisar duas questões de vital importância para a sobrevivência do bairro enquanto “ qualidade de vida “ , tendo em vista o ultimo projeto de lei do prefeito, a ser votado no segundo semestre , tornando edificáveis a maior parte dos dezessete terrenos de Botafogo, isto é, deixando para as construtoras ,o que ainda resta de espaço disponível do bairro .
A situação do esgoto sanitário, geralmente unido ao escoamento das águas pluviais, vivenciado pelos moradores quando chove ,e que tem sido ignorada pelo poder público, ficará , com a venda desses 17 terrenos , que deveriam ser aproveitados para a convivência social através de parques , bibliotecas, centros comunitários, traumática.
Em vez do PLC-1 /2009, a Reforma Urbana deveria ser implantada , acabando de uma vez por todas com a especulação imobiliária e que esses TERRENOS sejam disponibilizados para funções sociais, que é um dos princípios colocados pela Constituição Brasileira
A necessidade de um espaço social ,não apenas como espaço físico, mas como um espaço utilizado pelos atores sociais , deveria ser implantado ,como resultado da existência simultânea de várias atividades e de vários grupos , com posições diferenciadas e com diferentes capacidades de ação sobre a vida social .
A questão relacionada com os objetivos deveria ser analisada pelos moradores do bairro ,através da AMAB, tentando focar as diversas formas da coexistência com
populações específicas e ideològicamente heterogêneas , onde convivem trabalhadores formais (assalariados), informais (ambulantes) , profissionais liberais,prestadores de serviço, comerciantes , classe média baixa ou alta , etc.... onde a diferença de classe social promove uma perspectiva diferente dos problemas do bairro.
Vamos utilizar o conceito de “ bairro urbano “ no sentido de unidade de ordenamento territorial, com idênticas e contínuas estruturas morfológicas, residenciais , funcionais e de práticas sócio-culturais.
A questão do espaço urbano é complexa e deverá ser abordada sob o foco de várias perspectivas , e deveria ser tema de discussões constantes com todos os moradores do bairro, através de seminários .
Democraticamente é importante fazer debates sobre as implicações de um empreendimento imobiliário, porque interfere no bairro todo, assim com procurar através da AMAB , discutir com a população organizada onde seriam feitos os investimentos do orçamento municipal ( ORÇAMENTO PARTICIPATIVO )
Não podemos esquecer o ESTATUTO DA CIDADE , que aconteceu em 2001onde se encontra o PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO , que é um instrumento de planejamento , feito a partir de um diagnóstico dos problemas vivenciados , por exemplo demarcar as áreas vazias que poderiam estar destinadas ao interesse social.
A partir do diagnóstico seria verificado onde faltam equipamentos públicos , onde se precisa fazer escolas , áreas de lazer ou espaços culturais .
No plano também poderiam ser identificadas as atividades econômicas e pensar como incentivar o crescimento e o associativismo popular para a geração de trabalho e renda ( assentamento dos ambulantes ) , como economia informal.
A idéia é permitir que as pessoas possam falar dos problemas que vivenciam, dos conflitos , e elaborar propostas para que o bairro se organize melhor , tendo um crescimento equilibrado e sustentável .
Pensar em um bairro melhor para todo o mundo .
Um dos instrumentos seria também a criação de conselhos de bairro onde o conjunto de moradores com seus diversos interesses possam sentar juntos e dar continuidade ao pensamento sobre a “AMAB que queremos” , por exemplo....
Falar das formas de coexistência dos habitantes do bairro e de suas práticas sociais nos leva a atribuir a cada função um espaço específico , distinto dos outros na sua implantação e na sua arquitetura , animado por um projeto de igualdade social de zonas residenciais de população heterogênea através da proximidade espacial quotidiana.
Nesse espaço social do bairro criou-se um modo de vida muito próprio, com características sociais e culturais específicas ,devidas à coexistência do espaço funcional, da relação residencial, da atividade econômica e da criatividade lúdica.
A estrutura espacial destas assim chamadas “ colmeias “ caracteriza-se por uma elevada compacidade geral em função da ampla preponderância dos espaços construídos sobre os espaços de circulação e os espaços verdes .
O bairro necessita urgentemente de espaços de convivialidade e centralidade .
Além das ruas e dos espaços públicos ,que são lugares privilegiados onde a ambiência e o encontro no fervilhar da vida quotidiana são pelo menos tão importantes como a função utilitária , precisamos também de um” Centro Comunitário” , lugar onde diversas atividades seriam implantadas segundo a necessidade da maioria ,coordenados pela AMAB onde também funcionaria a sua “sede”.
Como as questões do bairro precisam ser discutidas , e muito mais moradores devem ser mobilizados ,precisamos chamar técnicos de cada assunto para que possa elucidar sobre as questões abaixo :
- Infra estrutura do bairro ameaçada pela construção sem planejamento
( energia / água / esgoto )
- Solo urbano – balanço: espaço construído/ livre
- densidades ( custos de urbanização )
- atividades ( valorização x desvalorização )
- serviços ( transporte , segurança , telefonia )
- equipamentos ( abastecimento , educação , saúde )
- renda / consumo ( status , paisagem, padrão )
A maior parte de projetos de urbanistas defendem a heterogeneidade ,vendo nisso o meio privilegiado para a realização de três objetivos principais:
1-enriquecer a vida de cada um com a variedade de contatos
2- promover o ideal da tolerância e da compreensão e a melhoria do
conhecimento recíproco .
3- propor aos mais desfavorecidos modos de vida alternativos , ajudando-os na
sua ascensão social.
Hoje , felizmente , vivemos num contexto cultural que dificilmente tolera as desigualdades , ao contrário das situações anteriores em que as diferenças de “status “, de rendimentos, de nível de vida eram, geralmente, reconhecidas como” legítimas “.
A vida está difícil para todos .
No entanto a violência , que é uma questão polêmica , que vivemos intensamente no nosso dia a dia decorre do modelo competitivo , tornando as diferenças insuportáveis , lidas em forma de injustiça .
Acredito na mudança de mentalidade da classe mais favorecida do bairro para que em vez de atiçar conflitos e desconhecer que existem moradores de rua, favelados , crianças ligadas ao tráfego , camelôs ,etc...., busquem um comportamento do
” bom vizinho” que é aquele com quem partilha certas atividades mais ou menos regulares de cultura e lazer , assim como também uma mesma concepção da qualidade do ambiente , da educação das crianças , de um mesmo sentido da limpeza e da sujidade da beleza e da fealdade reduzindo as ocasiões de conflito , minimizando as exigências de regulamentos explícitos.
Insistimos no fato de que todas as populações e todas as atividades ,mesmo as que podem ser consideradas como marginais , devem ter o seu lugar reconhecido no bairro .
Porque a AMAB, através de discussões com os moradores do bairro , não luta para que todos os 17 terrenos contidos no PLC-1 /2009 sejam tornados
“ área destinada a implantação de equipamentos públicos comunitários ou urbanos “ , evitando assim que estas áreas sejam vendidas para as construtoras , que é o desejo do Poder Público , conforme a imprensa anunciou ?
A AMAB defende ,desde 17 /03/09 onde foi aprovado, com poucos moradores que compareceram à reunião ordinária , o que segue abaixo :
TERRENOS EDIFICÁVEIS – total 9
terrenos – Rua Fernandes Guimarães n 100/102
Rua Álvaro Ramos 146
101 - Rua Nelson Mandela ( lado impar )entre a Álvaro Rodrigues e
Gen Polidoro – terreno hoje ocupado pela Construtora Odebrecht
tendo o PA 11839 para a construção de uma rua de 19 metros
102 - Rua Nelson Mandela ( lado par ) idem .
104 A- Rua Nelson Mandela entre a Rua São Clemente e Voluntários,
terreno comprado p/ CHL onde está prevista a construção de
imóveis . Respeitar o disposto no caput do art.3
106 - Rua São Clemente esquina com a Muniz Barreto ( lado par )
108 - Rua Muniz Barreto ( lado impar ) esquina Marques de Olinda(impar)
110 - Rua Muniz Barreto ( lado par ) esquina da Marques de Olinda ( par )
112 - Rua Barão de Itambi, esquina Clarisse Índio da Costa
Os outros oito terrenos “ graças a DEUS ‘’ não podem ser vendidos por terem a classificação de “ áreas destinadas a projetos paisagísticos e implantação de equipamento urbano de uso coletivo “ ou”.......públicos comunitários ou urbanos “
Elisabeth Coelho
Moradora de Botafogo
Arquiteta
E mail – bethcol@uol.com.br
BAIRRO VITIMA
POR UMA MOBILIZAÇÃO DO BAIRRO JÁ!
BOTAFOGO
Bairro com poucos espaços livres
O mercado imobiliário e a dinâmica das ocupações.....
POR UMA MOBILIZAÇÃO NO BAIRRO JÁ!
Nos cadernos de Legislação “Bairro a Bairro “ de Botafogo , editado pela prefeitura em 18/02/2004 ,vemos a legislação que rege o bairro.
Na apresentação desse caderno , o ex-secretário municipal de urbanismo Alfredo Sirkis , ( prefeito Cesar Maia ) , coloca que :
.......” o bairro de Botafogo vem sofrendo uma forte pressão imobiliária ao longo da última década , chegando a uma situação de saturação preocupante na qual ficaram ameaçados também alguns prédios e casas de valor histórico e arquitetônicos e a ambiência de certas ruas .
A APAC( area de proteção ao ambiente cultural), veio responder ao anseio da preservação , permitindo ainda espaço para a renovação e para novas construções , SIC !!!!!!!!!!!!!!!!.......embora em quantidade e parâmetros bem mais de acordo com as diversas características do bairro.”
Esse discurso dúbio vem se repetindo em todas as administrações municipais , o que claramente podemos constatar com tantas construções que tem surgido no bairro, sem se preocupar com a rede de esgoto , cuja a instalação vem desde o império.
Gostaria de saber o que a Associação de Moradores AMAB fez em termos de mobilização do bairro para que esse estado de coisas não tenha chegado ao limite .
Acredito, pelo que tenho acompanhado no jornal de bairro ,que a presidente tenha se encontrado com o poder público em nome dos moradores (quantos moradores ? ) .
O resultado é sempre a proverbial impotência ,diante da eterna dobradinha – empreiteiras / financiadoras dos candidatos.
Estamos no fim do primeiro semestre de 2009 , nova administração
( Eduardo Paes ) e nova ameaça com a venda de 70 terrenos remanescentes das obras do metro , sendo que 17 se encontram em Botafogo , a ser votada no segundo semestre através do PLC-1 /2009 (um projeto permitindo construções nesses terrenos seguindo o gabarito de cada área) .
A AMAB , em votação rápida com a presença de poucos moradores ,no dia 17/03/2009 ,optou para só defender” a não venda de três terrenos” deixando os outros para a cobiça dos empreiteiros .
A justificativa foi que se tentássemos negociar todos os terrenos não conseguiríamos os três em questão.
Não cabia a mobilização popular e a discussão através de seminários sobre o tema para que não fôssemos novamente ludibriados pelo poder público ?
Será que a votação não podia ser adiada, até termos nos mobilizado com o bairro, como o associado Silvio Melgarejo propôs e foi voto vencido ?
Precisava ter sido tão rápida e com a presença de poucos moradores ?
Como moradora do bairro desde que nasci há sessenta e dois anos ,externo nessas linhas a minha indignação .
Vejo a necessidade URGENTE da organização de uma MEGA MOBILIZAÇÃO no bairro, para que não vendam os dezessete terrenos de Botafogo e que mais moradores opinem sobre o tema, em vez de uma reunião fechada onde poucos se encontravam .
Nunca é tarde lembrar que :
Estabelecida a produção capitalista do espaço , na qual o bem de troca é a propriedade imobiliária, configuram-se cenários de valorização /desvalorização.
Os atributos intrínsecos às unidades habitacionais dizem respeito às características físicas da habitação , isto é , os números de dormitórios , idade da construção , etc...
Os extrínsecos estão ligados à uma série de variáveis como a localização que é a principal característica da valorização imobiliária .
O bairro de Botafogo vem perdendo sua“ qualidade de vida “em função de muitas construções ,
Esses prédios possuem sempre as mesmas características , visando a família de classe média alta :
- pavimento térreo de uso comercial
- pavimentos tipo (de gabarito geralmente acima de 11 pavimentos)
- play – ground
- garagem
O valor atribuído à localização de um imóvel é o principal componente de seu preço, pois carrega os valores produzidos pela infra –estrutura e os referentes à aglomeração , que são próprios do espaço urbano .
A acessibilidade a serviços ,ao comércio,ao trabalho, a equipamentos urbanos , a outros bairros , é parte formadora desse valor . As distâncias , por conseqüência o sistema viário e de transportes , tem também importante papel na valoração de um local.
Neste contexto , o preço da localização está atrelado à acessibilidade que esta apresenta .
“ A distribuição e a mobilidade espacial da população urbana é função das escolhas individuais de localização residencial. Essas escolhas entre as citadas acima incorporo também a das paixões e dos desejos humanos , mediados por planos urbanísticos de ordenação espacial , e sobretudo , fortemente induzidos pelo mercado imobiliário.
Esses reguladores de mercado imobiliário podem alterar padrões de uso de solo e legislação urbana , e são os principais responsáveis pela estrutura de preços excludentes .
Esses promotores imobiliários ou falando mais claramente as construtoras CHL e RJZ , que tem uma propaganda em uma folha inteira no jornal de bairro,são responsáveis pela incorporação , financiamento , estudo técnico , construção e comercialização dos imóveis .( previsão de entrega em 2009 – 12mil unidades habitacionais ) – imaginem a rede de esgoto como ficará ......
De modo geral observa-se que” a ordem urbana” ditada pelo mercado é segregada , e que o acesso ao lote urbano tem importante papel na estrutura de dominação social através do espaço urbano .
No editorial do Manequinho de janeiro a março de 2009 fiquei intrigada com a visão restrita e equivocada da presidente da AMAB. Que acredito seja compactuada com a atual diretoria .
....” que saudade de caminhar em uma calçada sem obstáculos , Sem a presença inoportuna de ambulantes, população de rua ou mesas de bares .
Será que é pedir muito voltar a desfrutar do espaço público sem ter que pedir licença aos loteadores de área pública ?”
Em nenhum momento a ASSOCIAÇÃO, que pertence aos moradores , pensou na possibilidade de entender o que gerou “ essa desordem urbana “ e tentou soluções para que essa situação fosse resolvida ,sem segregar a classe social menos favorecida ?
Será que colocar para debaixo do tapete , para esquecer que existem, em nome da ordem , será a solução mais sábia encontrada ?
Será que a ordem urbana não estaria ligada também:
...” Se. por um lado, há um justo clamor , da classe média local e da atual diretoria , contra a expansão das favelas nos morros , por outro, há um silêncio cúmplice diante do avanço das grandes construtoras , no asfalto , com seus belos e suntuosos prédios feitos para gente mais abastada da própria classe média .
Às favas com as sutilezas . É preciso dizer com todas as letras e muito claramente porque parece que,às vezes , as pessoas esquecem . Gente rica também defeca . E para onde vão seus degetos senão para a mesma obsoleta rede de esgotos para onde vão os degetos dos pobres ? E como poderá , uma rede de esgotos que foi projetada para escoar os degetos de 90 mil pessoas? Já é cada vez mais comum ver fezes brotando nos bueiros de Botafogo .Basta uma pequena chuva , e eis que elas surgem , fétidas nas ruas e nas calçadas ,como secreções purulentas em uma ferida infeccionada.....” como diz Silvio Melgarejo .
MBCS _ MOVIMENTO BOTAFOGO CIDADÃO SOLIDÁRIO- oposição de esquerda da AMAB , do qual tenho a honra de participar .
Os vilões serão sempre os pobres ?
....” .caminhar em uma calçada sem obstáculos” ......
Esses obstáculos e essa desordem urbana não estaria ligada aos degetos remanescentes da convivência do poder publico com as construtoras ?
Quando uma Associação de Moradores defende o interesse de uma minoria ,precisamos questionar “ que AMAB é esta e qual é a AMAB que queremos “.
Elisabeth Coelho
Arquiteta / moradora de Botafogo
Email – bethcol@ uol.com.br
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Bairro com poucos espaços livres
O mercado imobiliário e a dinâmica das ocupações.....
POR UMA MOBILIZAÇÃO NO BAIRRO JÁ!
Nos cadernos de Legislação “Bairro a Bairro “ de Botafogo , editado pela prefeitura em 18/02/2004 ,vemos a legislação que rege o bairro.
Na apresentação desse caderno , o ex-secretário municipal de urbanismo Alfredo Sirkis , ( prefeito Cesar Maia ) , coloca que :
.......” o bairro de Botafogo vem sofrendo uma forte pressão imobiliária ao longo da última década , chegando a uma situação de saturação preocupante na qual ficaram ameaçados também alguns prédios e casas de valor histórico e arquitetônicos e a ambiência de certas ruas .
A APAC( area de proteção ao ambiente cultural), veio responder ao anseio da preservação , permitindo ainda espaço para a renovação e para novas construções , SIC !!!!!!!!!!!!!!!!.......embora em quantidade e parâmetros bem mais de acordo com as diversas características do bairro.”
Esse discurso dúbio vem se repetindo em todas as administrações municipais , o que claramente podemos constatar com tantas construções que tem surgido no bairro, sem se preocupar com a rede de esgoto , cuja a instalação vem desde o império.
Gostaria de saber o que a Associação de Moradores AMAB fez em termos de mobilização do bairro para que esse estado de coisas não tenha chegado ao limite .
Acredito, pelo que tenho acompanhado no jornal de bairro ,que a presidente tenha se encontrado com o poder público em nome dos moradores (quantos moradores ? ) .
O resultado é sempre a proverbial impotência ,diante da eterna dobradinha – empreiteiras / financiadoras dos candidatos.
Estamos no fim do primeiro semestre de 2009 , nova administração
( Eduardo Paes ) e nova ameaça com a venda de 70 terrenos remanescentes das obras do metro , sendo que 17 se encontram em Botafogo , a ser votada no segundo semestre através do PLC-1 /2009 (um projeto permitindo construções nesses terrenos seguindo o gabarito de cada área) .
A AMAB , em votação rápida com a presença de poucos moradores ,no dia 17/03/2009 ,optou para só defender” a não venda de três terrenos” deixando os outros para a cobiça dos empreiteiros .
A justificativa foi que se tentássemos negociar todos os terrenos não conseguiríamos os três em questão.
Não cabia a mobilização popular e a discussão através de seminários sobre o tema para que não fôssemos novamente ludibriados pelo poder público ?
Será que a votação não podia ser adiada, até termos nos mobilizado com o bairro, como o associado Silvio Melgarejo propôs e foi voto vencido ?
Precisava ter sido tão rápida e com a presença de poucos moradores ?
Como moradora do bairro desde que nasci há sessenta e dois anos ,externo nessas linhas a minha indignação .
Vejo a necessidade URGENTE da organização de uma MEGA MOBILIZAÇÃO no bairro, para que não vendam os dezessete terrenos de Botafogo e que mais moradores opinem sobre o tema, em vez de uma reunião fechada onde poucos se encontravam .
Nunca é tarde lembrar que :
Estabelecida a produção capitalista do espaço , na qual o bem de troca é a propriedade imobiliária, configuram-se cenários de valorização /desvalorização.
Os atributos intrínsecos às unidades habitacionais dizem respeito às características físicas da habitação , isto é , os números de dormitórios , idade da construção , etc...
Os extrínsecos estão ligados à uma série de variáveis como a localização que é a principal característica da valorização imobiliária .
O bairro de Botafogo vem perdendo sua“ qualidade de vida “em função de muitas construções ,
Esses prédios possuem sempre as mesmas características , visando a família de classe média alta :
- pavimento térreo de uso comercial
- pavimentos tipo (de gabarito geralmente acima de 11 pavimentos)
- play – ground
- garagem
O valor atribuído à localização de um imóvel é o principal componente de seu preço, pois carrega os valores produzidos pela infra –estrutura e os referentes à aglomeração , que são próprios do espaço urbano .
A acessibilidade a serviços ,ao comércio,ao trabalho, a equipamentos urbanos , a outros bairros , é parte formadora desse valor . As distâncias , por conseqüência o sistema viário e de transportes , tem também importante papel na valoração de um local.
Neste contexto , o preço da localização está atrelado à acessibilidade que esta apresenta .
“ A distribuição e a mobilidade espacial da população urbana é função das escolhas individuais de localização residencial. Essas escolhas entre as citadas acima incorporo também a das paixões e dos desejos humanos , mediados por planos urbanísticos de ordenação espacial , e sobretudo , fortemente induzidos pelo mercado imobiliário.
Esses reguladores de mercado imobiliário podem alterar padrões de uso de solo e legislação urbana , e são os principais responsáveis pela estrutura de preços excludentes .
Esses promotores imobiliários ou falando mais claramente as construtoras CHL e RJZ , que tem uma propaganda em uma folha inteira no jornal de bairro,são responsáveis pela incorporação , financiamento , estudo técnico , construção e comercialização dos imóveis .( previsão de entrega em 2009 – 12mil unidades habitacionais ) – imaginem a rede de esgoto como ficará ......
De modo geral observa-se que” a ordem urbana” ditada pelo mercado é segregada , e que o acesso ao lote urbano tem importante papel na estrutura de dominação social através do espaço urbano .
No editorial do Manequinho de janeiro a março de 2009 fiquei intrigada com a visão restrita e equivocada da presidente da AMAB. Que acredito seja compactuada com a atual diretoria .
....” que saudade de caminhar em uma calçada sem obstáculos , Sem a presença inoportuna de ambulantes, população de rua ou mesas de bares .
Será que é pedir muito voltar a desfrutar do espaço público sem ter que pedir licença aos loteadores de área pública ?”
Em nenhum momento a ASSOCIAÇÃO, que pertence aos moradores , pensou na possibilidade de entender o que gerou “ essa desordem urbana “ e tentou soluções para que essa situação fosse resolvida ,sem segregar a classe social menos favorecida ?
Será que colocar para debaixo do tapete , para esquecer que existem, em nome da ordem , será a solução mais sábia encontrada ?
Será que a ordem urbana não estaria ligada também:
...” Se. por um lado, há um justo clamor , da classe média local e da atual diretoria , contra a expansão das favelas nos morros , por outro, há um silêncio cúmplice diante do avanço das grandes construtoras , no asfalto , com seus belos e suntuosos prédios feitos para gente mais abastada da própria classe média .
Às favas com as sutilezas . É preciso dizer com todas as letras e muito claramente porque parece que,às vezes , as pessoas esquecem . Gente rica também defeca . E para onde vão seus degetos senão para a mesma obsoleta rede de esgotos para onde vão os degetos dos pobres ? E como poderá , uma rede de esgotos que foi projetada para escoar os degetos de 90 mil pessoas? Já é cada vez mais comum ver fezes brotando nos bueiros de Botafogo .Basta uma pequena chuva , e eis que elas surgem , fétidas nas ruas e nas calçadas ,como secreções purulentas em uma ferida infeccionada.....” como diz Silvio Melgarejo .
MBCS _ MOVIMENTO BOTAFOGO CIDADÃO SOLIDÁRIO- oposição de esquerda da AMAB , do qual tenho a honra de participar .
Os vilões serão sempre os pobres ?
....” .caminhar em uma calçada sem obstáculos” ......
Esses obstáculos e essa desordem urbana não estaria ligada aos degetos remanescentes da convivência do poder publico com as construtoras ?
Quando uma Associação de Moradores defende o interesse de uma minoria ,precisamos questionar “ que AMAB é esta e qual é a AMAB que queremos “.
Elisabeth Coelho
Arquiteta / moradora de Botafogo
Email – bethcol@ uol.com.br
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
ANTE PROJETO PARA A REVITALIZAÇÃO DE BOTAFOGO
I –APRESENTAÇÃO : uma pequena história do bairro
O Rio de Janeiro quase começou em Botafogo ,onde sua fundação em 1565 , aconteceu no morro Cara de Cão onde hoje funciona a fortaleza de São João.
Quatro meses depois Estácio de Sá resolveu marcar os limites da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Antonio Francisco Velho , que ajudou na expulsão dos franceses , amigo de Estácio de Sá, ganhou todas as terras que iam do morro da Viúva ao morro da Babilônia e da enseada até a Lagoa , abrangendo os atuais bairros de Botafogo, Humaitá, Urca e parte do Flamengo e da Lagoa .
Os índios chamavam a região de Itaóca , “casa de pedra “, por causa de uma gruta que existiu no final da atual rua Icatu , quase no Humaitá. Mas o bairro acabou sendo batizado em 1590, quando Antonio Velho vendeu suas terras para João Pereira de Souza Botafogo . Em 1680 o padre Clemente de Matos comprou a Chácara Vigário Geral que era todo o bairro de Botafogo. A frente dava para a praia e ocupava uma área que ia da atual Voluntários da Pátria até a Marques de Olinda .
Esse é o início da história do bairro , mas já estamos em 2009 ,” uma nova administração se inicia” e cheios de esperança estamos lutando para que um bairro lindo como Botafogo retome o seu lugar como espaço privilegiado nesse Rio de Janeiro cartão postal de belezas mil.
II – INTRODUÇÃO
Este ante projeto possui como vertentes a requalificação das áreas públicas , a recuperação das áreas sub- utilizadas assim como o recadastramento dos ambulantes (quiosques ) das áreas compreendidas entre as ruas São Clemente , Nelson Mandela , Voluntários da Pátria e adjacências .
Depois do seu mapeamento foram encontrados 180 quiosques, cadastrados pelo presidente da AVA – Associação dos Vendedores Ambulantes de Botafogo – João Bosco
As principais linhas de ação do ante projeto desdobram-se em muitas outras .
Dentre elas constam a revisão da legislação ,as ações de cunho social , incluindo a educação ambiental , cultural a mobilização dos moradores para a limpeza da área ,a utilização de alguns quiosques para atender aos deficientes , visando principalmente o um potencial turístico do bairro , assim como outras ações a serem inventadas.
A “ modernização “do bairro passou devastadora, fazendo com que novos serviços se instalassem de maneira desordenada.
E os problemas se acumularam ....
Com poucas áreas de lazer onde as pessoas possam RESPIRAR e CONVIVER , os moradores estão sem a possibilidade de usar o espaço público e de encontro.
As áreas que ainda restam estão mal utilizados , o lixo se encontra por todas as ruas , mendigos e mães com crianças e toda uma séria de desordem urbana fazem parte da realidade do bairro.
A desagregação social persiste .
Tendo em vista essa administração que se inicia e o” espírito de mudança “, que acreditamos esteja no coração de todos que vivem nessa cidade , nós moradores de Botafogo , nos mobilizamos na AÇÃO BOTA / LIMPO ( botafogo limpo ) que como o nome diz tentaremos através da ação social tentar melhorar o bairro, com a ajuda do Poder Público .
A busca por soluções para a revitalização e limpeza do bairro ,passa pela união de todos ,sem esquecer toda a população de excluídos e sem privilégios, que são os que mais sofrem com o que estamos observando pelas esquinas.
III – ETAPA PRÉ OPERACIONAL
O crescimento do Rio de Janeiro se deu pela ocupação dos espaços disponíveis , sejam eles áreas planas ou encostas , saltando por entre obstáculos geográficos ou mesmo removendo-os . Aqueles obstáculos que não puderam ser ocupados ( encostas mais íngremes , lagoas , baías ) permaneceram como vazios por entre a malha urbana densamente ocupada .
Botafogo é considerado um lugar de passagem onde o entorno da praia pode ser sintetizado em duas velocidades antagônicas :
A primeira velocidade é caracterizada pela aceleração dos carros que cruzam perigosamente a bela e não aproveitada enseada .
A segunda é a vagarosa velocidade da contemplação , que desloca os olhares dos pedestres em direção à paisagem.
Considerando esta situação paradoxal, nossa proposta se insere em uma nova velocidade , a da permanência , do encontro , da narrativa do caminhar .
Tecido urbano delicado e frágil, o bairro de Botafogo pode ser objeto de visitação turística culta e cuidadosa .
Local de uma memória ímpar da cidade , que se inicia a partir da ocupação da Praça Nelson Mandela , pensando esse espaço com simplesmente uma vegetação e pouco equipamento urbano , uma respiração para o bairro densamente edificado.
Espaço este necessário para que todos possam enfim se encontrar nas tardes quentes e trocar afetos.
IV – CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA
O levantamento da Praça Nelson Mandela torna-se prioritário, tendo em vista a ocupação de uma série de edificações no local, assim como a abertura de uma rua anexa ao prédio construído pela CHL .( esta rua projetada possui o PA 38892 ,que está praticamente pronta ) .
Os espaços não construídos se encontram mapeados no ante projeto onde uma das propostas seria a utilização da Praça como simplesmente uma área de lazer, assim como posteriormente a utilização de lotes e áreas sem uso ou sub utilizados que atualmente se encontram no bairro , serão integradas a ações sócio educativas especificadas nos itens abaixo .
Essas informações feitas através de levantamentos e fotos do local já nos apontam algumas direções a serem exploradas .
Essas potencialidades identificadas através do estudo de uso e ocupação do solo mostraram-se importantes para a orientação das propostas de recomposição do tecido urbano e do próprio conceito de recomposição das ruas adjacentes .
Cabe ao PODER PÚBLICO assim como aos moradores retomar o espaço onde as trocas culturais , afetivas e econômicas possam enfim acontecer e que potencializem as nossas possibilidades de sobrevivência , crescimento e felicidade.
Não esquecer que esses espaços de lazer aceleram, multiplicam e diversificam essas trocas, alargando os horizontes dos cidadãos.
Atualmente essas áreas encontram-se espalhadas pelo bairro, mal utilizadas.
São espaços de medo e violência , sujeira, segregação , exclusão social e solidão.
A intervenção sugerida propõe uma requalificação urbana que dote aos espaços subutilizados de novos equipamentos de lazer e cultura , oscilando entre o devaneio e a objetividade para suprir as necessidades culturais de nosso tempo.
V –POR UM TRABALHO DE ALCANCE SOCIAL E ORGANIZAÇÃO
COMUNITÁRIA
Uma comunidade organizada abre espaço para ações coletivas em defesa dos seus interesses .
Essa organização pode assumir várias formas , associações dos ambulantes , comissões de rua , a de um condomínio, câmara comunitária e assim por diante .
A forma que essa organização tomar passa a ser o núcleo básico dos moradores , constituindo-se numa importante alternativa na busca da superação de múltiplos problemas comuns , de forma criativa e autônoma.
Sob o ponto de vista do poder público , quando os moradores têm uma organização
formada e ele pretende intervir nessa área , o representante dessa organização passa a ser o interlocutor entre as expectativas e demandas locais e as equipes técnicas do projeto . Esse diálogo deve ter natureza permanente e alguns canais de comunicação devem ser criados para facilitá-lo .
No caso do bairro de Botafogo , deverá ser implantado um local para uma sede onde projetos e toda a série de decisões possam ser implantadas .
A necessidade um boletim informativo além de realizações de eventos e reuniões comunitárias .
As propostas de organização comunitária estarão voltadas para os debates temáticos onde será possível eleger representantes , por exemplo ,para tratar das questões sociais
mais dramáticas ,como os moradores de rua, os deficientes ,a imensa população de adolescentes capturados pelo tráfico ,sem uma profissão, a questão dos idosos isolados na sua solidão , etc...
Estas formas de organização ,por mais que reforcem a fragmentação já existente , permitirão dar início à uma experiência coletiva , primeiramente através de pequenos grupos , que posteriormente poderão ser unificados quando o tema for de interesse geral.
VI – EDUCAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO
Trata-se , como todo programa educacional, de um processo permanente e sistemático a partir de um contato direto com as evidências e manifestações da cultura .
Antes de mais nada , para nos apropriarmos de nosso patrimônio a ponto de zelarmos por ele , é preciso conhecê-lo , entendê-lo a fundo , para então , podermos apreciá-lo e valorizá-lo . Esse processo exige um diálogo intenso entre os elementos de valor patrimonial e seus usuários para que estes se tornem seus tutores .
Nessa relação devem ser previstas a vivacidade e a dinâmica inerentes a todos os elementos componentes da cultura . Assim ,alguns eventos são programados de forma a reforçar temas específicos ou aproveitando oportunidades que se apresentem favoráveis a esse trabalho .
A conscientização dos habitantes quanto ao valor do patrimônio cultural e histórico inerente a o bairro de Botafogo , valor esse que atribui importância para a preservação , é a base para sua conservação como memória viva e garantia de manutenção do registro de um processo de ocupação histórica de parte do bairro .
Só através dessa conscientização será possível , no tempo , recuperar sua ambiência original , parcialmente alterada através de descaracterizações na tipologias das edificações.
A manutenção dos espaços públicos em bom estado de preservação também depende desta conscientização . Ela é inclusive a responsável por garantir que os investimentos aí aplicados sejam conservados ao longo do tempo .
Finalmente , o que se espera com a população conscientizada é estancar o processo de transformação predatória das edificações.
O melhor caminho para solidificar o sentimento de pertencimento , respeito e valor ao patrimônio é , sem dúvida , a educação desde a infância . As crianças e os adolescentes que adquirem tal sentimento , além de serem os futuros guardiões da memória cultural, são os veículos de difusão mais influentes junto às suas famílias .
A PRAÇA NELSON MANDELA será o local onde poderão ser implantados eventos através de criação de Oficinas de Arte RECRIAR , CONCURSOS DE REDAÇÃO e DESENHOS , etc...
VII – EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A questão ambiental vem sendo considerada urgente e muito importante para a sociedade, já que o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre o meio ambiente , natural ou construído, e o uso , pelo homem , dos seus recursos disponíveis .
Diante disso , torna-se evidente a importância de se educar os cidadãos para que todos venham a agir com responsabilidade , conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro , ampliando a qualidade de suas relações intra e interpessoais com o ambiente físico e social .
O Programa de Educação Ambiental deve ter igualmente caráter permanente e sistemático . Através dele deve ser possível conhecer as condições de habitabilidade dos moradores , seus hábitos , seu comportamento em relação ao entorno imediato ,de sua moradia , enfim, como ela vive e trata os espaços públicos do seu bairro.
Esse Programa possui duas vertentes. Uma é direcionada à melhoria da qualidade ambiental das moradias , através de visitas realizadas nas edificações visando às operações de reabilitação habitacional. Portanto , trabalhando o comportamento individual . A proposta de um trabalho desta natureza tem, portanto o objetivo principal de contribuir para a formação de cidadãos conscientes , aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental .
A outra vertente está voltada para o comportamento coletivo , chamando a atenção dos moradores quanto às suas atitudes zelosas ou danosas para com o espaço público e para a saúde da coletividade como um todo . Seu desenvolvimento está apoiado no trabalho da realidade local a partir do próprio quotidiano da comunidade , de forma que o grupo possa compreender a complexidade e a amplitude das questões ambientais . Oferecem , ao mesmo tempo, uma visão contextualizada da realidade ambiental , que inclui o ambiente físico e suas condições socioculturais.
Este trabalho visa também a orientação dos moradores quanto à conservação e manutenção dos investimentos públicos que estão sendo aplicados na área .
Os eventos também são usados como instrumentos de sensibilização da população para a qualidade ambiental do seu bairro . Eles fornecem explicações sobre o meio ambiente , implicações do mau uso desse meio ambiente para a saúde pública , ou são , ainda , voltados para os aspectos técnicos referentes ao funcionamento e atribuições da COMLURB e da Fundação Parque e Jardins , quanto ao recolhimento e posterior tratamento do lixo, ao plantio de mudas e à manutenção de jardins .
Os eventos BOTA- LIMPO , Mutirão da limpeza , semana da primavera , ou qualquer outro que venha a se realizar terão adesão popular , temos certeza disso.
VIII – SISTEMA DE INFORMAÇÕES
A veiculação de informações para os moradores será periódica e realizada por intermédio de boletins informativos nos quais as principais ocorrências e a evolução dos projetos , eventos , etc serão divulgados .
Além do boletim estará prevista a elaboração de cartilhas de orientação para projetos de recuperação das edificações ( cursos profissionalizantes para adolescentes).
Outros eventos como reuniões comunitárias elucidativas , gincana para jovens e reuniões com a terceira idade , serão utilizados como meio de aproximação , para a divulgação para o turismo assim como a elaboração de outros projetos que surgirão promovendo o desenvolvimento do bairro como um todo.
IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme nos expressamos acima o bairro de Botafogo pela sua tradição, história e beleza se encontra afastado de ações que promovam o bem estar de seus moradores assim como voltar a ser um local turístico e de passeio aprazíveis e convivência entre todos .
A Praça Nelson Mandela oculta por densa muralha de prédios guardou-se em morno esquecimento ....
Talvez seja este o desafio intrínseco à prática de intervenção em setores antigos .
Temos que conciliar os espaços de lazer com os quiosques ( ver artigo do Globo pág 15 , domingo 11 de janeiro de 2009) , com o respirar de um bairro através de pouco imobiliário urbano e muita vegetação para que enfim a dinâmica urbana do prazer de viver seja implantada .
Essa condição a ser implantada exige flexibilidade dos espaços , para que estes sejam capazes de se adaptar às transformações e demandas geradas pelo fenômeno urbano , assim como de absorver novos valores .
Rio de Janeiro 24 de março de 2009
AVA BOTAFOGO
Associação dos vendedores ambulantes e adjacências
Presidente :João Bosco – e mail –joboalro@yahoo.com.br
Cel : 9942 6736 2286 2149
Arquiteta – Elisabeth Coelho – email – bethcol@uol.com.br
Cel : 88166502 2286 0905
O Rio de Janeiro quase começou em Botafogo ,onde sua fundação em 1565 , aconteceu no morro Cara de Cão onde hoje funciona a fortaleza de São João.
Quatro meses depois Estácio de Sá resolveu marcar os limites da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Antonio Francisco Velho , que ajudou na expulsão dos franceses , amigo de Estácio de Sá, ganhou todas as terras que iam do morro da Viúva ao morro da Babilônia e da enseada até a Lagoa , abrangendo os atuais bairros de Botafogo, Humaitá, Urca e parte do Flamengo e da Lagoa .
Os índios chamavam a região de Itaóca , “casa de pedra “, por causa de uma gruta que existiu no final da atual rua Icatu , quase no Humaitá. Mas o bairro acabou sendo batizado em 1590, quando Antonio Velho vendeu suas terras para João Pereira de Souza Botafogo . Em 1680 o padre Clemente de Matos comprou a Chácara Vigário Geral que era todo o bairro de Botafogo. A frente dava para a praia e ocupava uma área que ia da atual Voluntários da Pátria até a Marques de Olinda .
Esse é o início da história do bairro , mas já estamos em 2009 ,” uma nova administração se inicia” e cheios de esperança estamos lutando para que um bairro lindo como Botafogo retome o seu lugar como espaço privilegiado nesse Rio de Janeiro cartão postal de belezas mil.
II – INTRODUÇÃO
Este ante projeto possui como vertentes a requalificação das áreas públicas , a recuperação das áreas sub- utilizadas assim como o recadastramento dos ambulantes (quiosques ) das áreas compreendidas entre as ruas São Clemente , Nelson Mandela , Voluntários da Pátria e adjacências .
Depois do seu mapeamento foram encontrados 180 quiosques, cadastrados pelo presidente da AVA – Associação dos Vendedores Ambulantes de Botafogo – João Bosco
As principais linhas de ação do ante projeto desdobram-se em muitas outras .
Dentre elas constam a revisão da legislação ,as ações de cunho social , incluindo a educação ambiental , cultural a mobilização dos moradores para a limpeza da área ,a utilização de alguns quiosques para atender aos deficientes , visando principalmente o um potencial turístico do bairro , assim como outras ações a serem inventadas.
A “ modernização “do bairro passou devastadora, fazendo com que novos serviços se instalassem de maneira desordenada.
E os problemas se acumularam ....
Com poucas áreas de lazer onde as pessoas possam RESPIRAR e CONVIVER , os moradores estão sem a possibilidade de usar o espaço público e de encontro.
As áreas que ainda restam estão mal utilizados , o lixo se encontra por todas as ruas , mendigos e mães com crianças e toda uma séria de desordem urbana fazem parte da realidade do bairro.
A desagregação social persiste .
Tendo em vista essa administração que se inicia e o” espírito de mudança “, que acreditamos esteja no coração de todos que vivem nessa cidade , nós moradores de Botafogo , nos mobilizamos na AÇÃO BOTA / LIMPO ( botafogo limpo ) que como o nome diz tentaremos através da ação social tentar melhorar o bairro, com a ajuda do Poder Público .
A busca por soluções para a revitalização e limpeza do bairro ,passa pela união de todos ,sem esquecer toda a população de excluídos e sem privilégios, que são os que mais sofrem com o que estamos observando pelas esquinas.
III – ETAPA PRÉ OPERACIONAL
O crescimento do Rio de Janeiro se deu pela ocupação dos espaços disponíveis , sejam eles áreas planas ou encostas , saltando por entre obstáculos geográficos ou mesmo removendo-os . Aqueles obstáculos que não puderam ser ocupados ( encostas mais íngremes , lagoas , baías ) permaneceram como vazios por entre a malha urbana densamente ocupada .
Botafogo é considerado um lugar de passagem onde o entorno da praia pode ser sintetizado em duas velocidades antagônicas :
A primeira velocidade é caracterizada pela aceleração dos carros que cruzam perigosamente a bela e não aproveitada enseada .
A segunda é a vagarosa velocidade da contemplação , que desloca os olhares dos pedestres em direção à paisagem.
Considerando esta situação paradoxal, nossa proposta se insere em uma nova velocidade , a da permanência , do encontro , da narrativa do caminhar .
Tecido urbano delicado e frágil, o bairro de Botafogo pode ser objeto de visitação turística culta e cuidadosa .
Local de uma memória ímpar da cidade , que se inicia a partir da ocupação da Praça Nelson Mandela , pensando esse espaço com simplesmente uma vegetação e pouco equipamento urbano , uma respiração para o bairro densamente edificado.
Espaço este necessário para que todos possam enfim se encontrar nas tardes quentes e trocar afetos.
IV – CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA
O levantamento da Praça Nelson Mandela torna-se prioritário, tendo em vista a ocupação de uma série de edificações no local, assim como a abertura de uma rua anexa ao prédio construído pela CHL .( esta rua projetada possui o PA 38892 ,que está praticamente pronta ) .
Os espaços não construídos se encontram mapeados no ante projeto onde uma das propostas seria a utilização da Praça como simplesmente uma área de lazer, assim como posteriormente a utilização de lotes e áreas sem uso ou sub utilizados que atualmente se encontram no bairro , serão integradas a ações sócio educativas especificadas nos itens abaixo .
Essas informações feitas através de levantamentos e fotos do local já nos apontam algumas direções a serem exploradas .
Essas potencialidades identificadas através do estudo de uso e ocupação do solo mostraram-se importantes para a orientação das propostas de recomposição do tecido urbano e do próprio conceito de recomposição das ruas adjacentes .
Cabe ao PODER PÚBLICO assim como aos moradores retomar o espaço onde as trocas culturais , afetivas e econômicas possam enfim acontecer e que potencializem as nossas possibilidades de sobrevivência , crescimento e felicidade.
Não esquecer que esses espaços de lazer aceleram, multiplicam e diversificam essas trocas, alargando os horizontes dos cidadãos.
Atualmente essas áreas encontram-se espalhadas pelo bairro, mal utilizadas.
São espaços de medo e violência , sujeira, segregação , exclusão social e solidão.
A intervenção sugerida propõe uma requalificação urbana que dote aos espaços subutilizados de novos equipamentos de lazer e cultura , oscilando entre o devaneio e a objetividade para suprir as necessidades culturais de nosso tempo.
V –POR UM TRABALHO DE ALCANCE SOCIAL E ORGANIZAÇÃO
COMUNITÁRIA
Uma comunidade organizada abre espaço para ações coletivas em defesa dos seus interesses .
Essa organização pode assumir várias formas , associações dos ambulantes , comissões de rua , a de um condomínio, câmara comunitária e assim por diante .
A forma que essa organização tomar passa a ser o núcleo básico dos moradores , constituindo-se numa importante alternativa na busca da superação de múltiplos problemas comuns , de forma criativa e autônoma.
Sob o ponto de vista do poder público , quando os moradores têm uma organização
formada e ele pretende intervir nessa área , o representante dessa organização passa a ser o interlocutor entre as expectativas e demandas locais e as equipes técnicas do projeto . Esse diálogo deve ter natureza permanente e alguns canais de comunicação devem ser criados para facilitá-lo .
No caso do bairro de Botafogo , deverá ser implantado um local para uma sede onde projetos e toda a série de decisões possam ser implantadas .
A necessidade um boletim informativo além de realizações de eventos e reuniões comunitárias .
As propostas de organização comunitária estarão voltadas para os debates temáticos onde será possível eleger representantes , por exemplo ,para tratar das questões sociais
mais dramáticas ,como os moradores de rua, os deficientes ,a imensa população de adolescentes capturados pelo tráfico ,sem uma profissão, a questão dos idosos isolados na sua solidão , etc...
Estas formas de organização ,por mais que reforcem a fragmentação já existente , permitirão dar início à uma experiência coletiva , primeiramente através de pequenos grupos , que posteriormente poderão ser unificados quando o tema for de interesse geral.
VI – EDUCAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO
Trata-se , como todo programa educacional, de um processo permanente e sistemático a partir de um contato direto com as evidências e manifestações da cultura .
Antes de mais nada , para nos apropriarmos de nosso patrimônio a ponto de zelarmos por ele , é preciso conhecê-lo , entendê-lo a fundo , para então , podermos apreciá-lo e valorizá-lo . Esse processo exige um diálogo intenso entre os elementos de valor patrimonial e seus usuários para que estes se tornem seus tutores .
Nessa relação devem ser previstas a vivacidade e a dinâmica inerentes a todos os elementos componentes da cultura . Assim ,alguns eventos são programados de forma a reforçar temas específicos ou aproveitando oportunidades que se apresentem favoráveis a esse trabalho .
A conscientização dos habitantes quanto ao valor do patrimônio cultural e histórico inerente a o bairro de Botafogo , valor esse que atribui importância para a preservação , é a base para sua conservação como memória viva e garantia de manutenção do registro de um processo de ocupação histórica de parte do bairro .
Só através dessa conscientização será possível , no tempo , recuperar sua ambiência original , parcialmente alterada através de descaracterizações na tipologias das edificações.
A manutenção dos espaços públicos em bom estado de preservação também depende desta conscientização . Ela é inclusive a responsável por garantir que os investimentos aí aplicados sejam conservados ao longo do tempo .
Finalmente , o que se espera com a população conscientizada é estancar o processo de transformação predatória das edificações.
O melhor caminho para solidificar o sentimento de pertencimento , respeito e valor ao patrimônio é , sem dúvida , a educação desde a infância . As crianças e os adolescentes que adquirem tal sentimento , além de serem os futuros guardiões da memória cultural, são os veículos de difusão mais influentes junto às suas famílias .
A PRAÇA NELSON MANDELA será o local onde poderão ser implantados eventos através de criação de Oficinas de Arte RECRIAR , CONCURSOS DE REDAÇÃO e DESENHOS , etc...
VII – EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A questão ambiental vem sendo considerada urgente e muito importante para a sociedade, já que o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre o meio ambiente , natural ou construído, e o uso , pelo homem , dos seus recursos disponíveis .
Diante disso , torna-se evidente a importância de se educar os cidadãos para que todos venham a agir com responsabilidade , conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro , ampliando a qualidade de suas relações intra e interpessoais com o ambiente físico e social .
O Programa de Educação Ambiental deve ter igualmente caráter permanente e sistemático . Através dele deve ser possível conhecer as condições de habitabilidade dos moradores , seus hábitos , seu comportamento em relação ao entorno imediato ,de sua moradia , enfim, como ela vive e trata os espaços públicos do seu bairro.
Esse Programa possui duas vertentes. Uma é direcionada à melhoria da qualidade ambiental das moradias , através de visitas realizadas nas edificações visando às operações de reabilitação habitacional. Portanto , trabalhando o comportamento individual . A proposta de um trabalho desta natureza tem, portanto o objetivo principal de contribuir para a formação de cidadãos conscientes , aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental .
A outra vertente está voltada para o comportamento coletivo , chamando a atenção dos moradores quanto às suas atitudes zelosas ou danosas para com o espaço público e para a saúde da coletividade como um todo . Seu desenvolvimento está apoiado no trabalho da realidade local a partir do próprio quotidiano da comunidade , de forma que o grupo possa compreender a complexidade e a amplitude das questões ambientais . Oferecem , ao mesmo tempo, uma visão contextualizada da realidade ambiental , que inclui o ambiente físico e suas condições socioculturais.
Este trabalho visa também a orientação dos moradores quanto à conservação e manutenção dos investimentos públicos que estão sendo aplicados na área .
Os eventos também são usados como instrumentos de sensibilização da população para a qualidade ambiental do seu bairro . Eles fornecem explicações sobre o meio ambiente , implicações do mau uso desse meio ambiente para a saúde pública , ou são , ainda , voltados para os aspectos técnicos referentes ao funcionamento e atribuições da COMLURB e da Fundação Parque e Jardins , quanto ao recolhimento e posterior tratamento do lixo, ao plantio de mudas e à manutenção de jardins .
Os eventos BOTA- LIMPO , Mutirão da limpeza , semana da primavera , ou qualquer outro que venha a se realizar terão adesão popular , temos certeza disso.
VIII – SISTEMA DE INFORMAÇÕES
A veiculação de informações para os moradores será periódica e realizada por intermédio de boletins informativos nos quais as principais ocorrências e a evolução dos projetos , eventos , etc serão divulgados .
Além do boletim estará prevista a elaboração de cartilhas de orientação para projetos de recuperação das edificações ( cursos profissionalizantes para adolescentes).
Outros eventos como reuniões comunitárias elucidativas , gincana para jovens e reuniões com a terceira idade , serão utilizados como meio de aproximação , para a divulgação para o turismo assim como a elaboração de outros projetos que surgirão promovendo o desenvolvimento do bairro como um todo.
IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme nos expressamos acima o bairro de Botafogo pela sua tradição, história e beleza se encontra afastado de ações que promovam o bem estar de seus moradores assim como voltar a ser um local turístico e de passeio aprazíveis e convivência entre todos .
A Praça Nelson Mandela oculta por densa muralha de prédios guardou-se em morno esquecimento ....
Talvez seja este o desafio intrínseco à prática de intervenção em setores antigos .
Temos que conciliar os espaços de lazer com os quiosques ( ver artigo do Globo pág 15 , domingo 11 de janeiro de 2009) , com o respirar de um bairro através de pouco imobiliário urbano e muita vegetação para que enfim a dinâmica urbana do prazer de viver seja implantada .
Essa condição a ser implantada exige flexibilidade dos espaços , para que estes sejam capazes de se adaptar às transformações e demandas geradas pelo fenômeno urbano , assim como de absorver novos valores .
Rio de Janeiro 24 de março de 2009
AVA BOTAFOGO
Associação dos vendedores ambulantes e adjacências
Presidente :João Bosco – e mail –joboalro@yahoo.com.br
Cel : 9942 6736 2286 2149
Arquiteta – Elisabeth Coelho – email – bethcol@uol.com.br
Cel : 88166502 2286 0905
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